O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado ao The Northern Women’s Art Collaborative (Universidade de Brown, EUA) e
à ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões). Vinculado ao Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba. Registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br


sábado, 30 de abril de 2016

MEMBRO DO NEVE É APROVADO EM DOUTORADO NA USP




Projeto pioneiro envolve Arqueologia, ritos e memória da Escandinávia


O historiador Munir Lutfe Ayoub, membro do NEVE, acaba de ser aprovado para o doutorado em Arqueologia pelo MAE-USP. O seu projeto "Entre ritos e mitos: os ancestrais e a preservação da ordem social através da memória no mundo pré-cristão escandinavo", será orientado pela professora Dra. Maria Isabel D´Agostino Fleming (LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, integrante do MAE: Museu de Arqueologia e Etnologia da USP). 
O projeto de Munir envolve áreas ainda inéditas no Brasil: tanto a Arqueologia Medieval, quanto o estudo da cultura material na Escandinávia pré-cristã ainda são pouco pesquisados na academia em geral.







Resumo: O presente trabalho pretende analisar a construção da memória dos povos da atual região de Vestfold, na atual Noruega, buscando evidenciar nessa construção uma forma de legitimação do poder de reis e chefes locais e uma forma de construção de identidade dessa aristocracia. Teremos como norte para nossa pesquisa a análise dos antigos costumes e mitos nórdicos pré-cristãos tendo claro que são esses os responsáveis pela construção da memória desse povo. A baliza temporal de nossa pesquisa se encontra delimitada entre os séculos VIII e X, período em que as fontes arqueológicas dos sítios de Kaupang, de Skiringssal e do Thing, de Pjódalyng, demonstram uma constante relação ritualística desses homens com seu passado, e, dessa forma, com a construção de uma memória e do espaço de vivência desse povo.