O grupo interinstitucional NEVE tem como principal objetivo o estudo e a divulgação da História e cultura da Escandinávia Medieval, em especial da Era Viking, por meio de reuniões, organização de eventos, publicações e divulgações em periódicos e internet. Conta com a colaboração de professores, pós-graduandos e graduandos de diversas universidades brasileiras, além de colaboradores estrangeiros. Filiado à ABHR, VIVARIUM e ABREM. Registrado no CNPQ. Contato: neveufpb@yahoo.com.br

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Artefatos vikings são roubados de museu norueguês

 
Cerca de 300 objetos da Escandinávia da Era Viking foram roubados do Museu Histórico de Bergen neste último final de semana.
Diversas peças já estão sendo vendidas clandestinamente online e as autoridades locais criaram uma página no facebook para auxiliar na identificação e na recuperação destas importantes fontes da cultura material nórdica: Theft at the Historical Museum – the Viking Treasure
 
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Palestra sobre Vikings em Brasília

 
O professor Johnni Langer (NEVE) ministrará a palestra "Mito e Religião Nórdica no cotidiano da Era Viking" durante o Festival Medieval Brasil, que se realizará em Brasília de 7 a 10 de setembro. O Festival tem um público estimado de dez mil pessoas, com diversos tipos de atividades recriacionistas relacionadas ao medievo. Entre as atrações musicais, o evento contará com a participação do grupo norueguês Wardruna.
 
Mais informações sobre o festival, clique aqui.
Resultado de imagem para wardruna festival medieval brasil
 

domingo, 9 de julho de 2017

III Ciclo de Debates do NEVE: Religião e Guerra em Game of Thrones



III CICLO DE DEBATES DO NEVE: RELIGIÃO E GUERRA EM GAME OF THRONES

 31 de julho de 2017, 14h, Auditório do Centro de Educação da UFPB.
Inscrições gratuitas no local, durante a atividade (com direito a certificado).

 Coordenação: Prof. Dr. Johnni Langer (PPGCR-UFPB/NEVE)
- Clausewtiz, Lind e Hammes: é possível uma teoria política da guerra em Game of Thrones? - Prof. Dr. Augusto Teixeira Júnior (PPGCPRI-UFPB).


- Por todas as noites que estão por vir: fortificação, logística e suprimentos da Patrulha da Noite - Me. Pablo Gomes de Miranda (PPGCR-UFPB/NEVE).

- A Fé dos Assassinos: A religião do Deus de Muitas Faces - Me. Leandro Vilar (PPGCR-UFPB/NEVE).

- Seriam os Greyjoy vikings? Uma análise do post mortem em Game of Thrones - Me. Luciana de Campos (PPGL-UFPB/NEVE).
 

Entrevista com Régis Boyer



Recentemente falecido, o escandinavista Régis Boyer recebeu diversas entrevistas durante a sua vida acadêmica. O NEVE republica uma de suas entrevistas para o NA.


ENTREVISTA COM RÉGIS BOYER
 
Entrevistado por Claudine Despax e Aurore Guilhamet durante o festival "Les Boreales" em Caen, França, 2008. Tradução de André de Oliveira para o boletim Notícias Asgardianas n. 4, 2013.



Qual é o elemento chave que fez o senhor mudar para o estudo dos Mundos Nórdicos?
Régis Boyer: Quando eu era estudante eu tinha duas formações, Filosofia e Letras Então com 27 anos eu tive que lutar na Guerra da Argélia. Com o meu retorno à França, eu decidi ir para o exterior. Eu decidi ensinar na Rússia, pois já estive na Polônia e lá é um país infeliz.

Lá na biblioteca de Lotz, eu descobri as sagas em alemão. A Saga de Erik, o vermelho. Eu adorei. Eu ainda não queria voltar para a França, então eu pedi para ir à Islândia. Eu permaneci lá por três anos.

Depois de um tempo, após passagens na Suécia e Dinamarca, eu voltei para a França. Eu tinha muitos filhos que já estavam ficando adultos. Então eu preferi voltar para casa para que eles tivessem uma educação correta.


Na França, o senhor então continuou a estudar os Mundos Nórdicos?
Regis Boyer: Eu fiz uma tese na Islândia sobre as sagas Sturlungar e os mitos vikings. Eu então sucedi Maurice Gravier nos embrionários Estudos Escandinavos. Isso era fascinante para mim: Todos esses idiomas, uma literatura inacreditável... Existia um incrível campo a descobrir.

Eu criei um instituto de língua escandinava, e eu comecei as traduções. Existiam pessoas extraordinárias para conhecer: eu lancei as coleções e filiais do meu instituto em toda a França.

 

Mas porque esse apego em particular a Escandinávia?
Regis Boyer: Eu não posso explicar esse interesse. Era um território novo. Existia tanto para criar. Era o meio ideal da divulgação do conhecimento. E eles são pessoas simpáticas. Eles recebem você, te ajudam. Eles não estão acostumados com o nosso interesse neles.

 

Qual é seu papel na disseminação desse tipo de conhecimento?
Regis Boyer: Meu trabalho de Escandinavista é bipolar. Eu devo simplificar meus conhecimentos e fazer um trabalho de desmistificação, pois muitos franceses possuem ideias fixas e falsas. Este trabalho começou há mais de meio século e ainda tem muito a ser feito.


Qual é o local da Islândia neste mundo escandinavo?
Regis Boyer: A Islândia já é, fisicamente, separada. Além disso, os islandeses não são escandinavos puros. Eles descenderam de uma mistura de escandinavos com celtas. Um melting-pot causa normalmente civilizações muito interessantes, como temos visto também na Córsega ou Sardenha.

Eles então desenvolveram uma cultura única, com uma rica literatura. Desde a Idade Média a insularidade e o isolamento tornaram a Islândia um verdadeiro depósito de antiguidades nórdicas, por meio das Eddas. Então eles se especializaram na poesia escáldica e criaram as sagas. Eles traduziram em sua língua tudo que era publicado no exterior. E eles desenvolveram seu próprio idioma, que é o equivalente do latim para as línguas romanas, e que não mudou faz 1000 anos.


Desde a Independência, que mudanças o senhor viu?
Regis Boyer: Depois da Independência, houve uma tremenda explosão. Islandeses foram americanizados. Com Eric Boury, nós lutamos para que eles continuassem a escrever em Islandês. Eles se modernizaram de forma incrível. Eu vivi na Islândia de 1960 a 1963. No ano passado a Islândia era um dos lugares mais caros do mundo, apesar de que em 1960, a coroa era sem valor. Mas hoje, eles atravessam uma crise sem precedentes.


E sobre sua herança cultural?
Regis Boyer: Os Dinamarqueses fizeram o favor de roubar os manuscritos representando a memória do norte. Eles conseguiram com a ajuda de Árni Magnússon. Todos os manuscritos estão então na Dinamarca.

Quando eles reconheceram a independência, os islandeses assumiram que os dinamarqueses roubaram os manuscritos e requereram o seu retorno. E a Dinamarca concordou com a condição desde que os islandeses construíssem um instituto para a preservação e auxílio à pesquisa.

 
E como ela funciona?
Regis Boyer: Vigdís Finnbogadóttir costumava dizer: "Nós não temos catedrais, castelos ou palácios, mas nós temos as sagas." A pesquisa é intensa, e muito ativa. Islandeses realmente se preocupam com seus manuscritos.

Infelizmente, os Anglo-saxões têm as mãos neles, especialmente os americanos.

 
E a Europa?
Regis Boyer: O trabalho de esclarecimento ainda não terminou. Os franceses cultos sabem o que é a Edda, Poesia Escáldica, sagas, os poetas atômicos*, Laxness**... Mas ainda há muito a fazer... Existem esforços ainda a fazer na Pan-Escandinávia em geral, especialmente com a rica literatura dinamarquesa. Uma literatura que abrange a Europa e a Escandinávia.

Na Noruega e Suécia, o campo ainda é vasto. Eu encabeço um programa de divulgação dessas quatro culturas. Mas nós ausentamos público. Nós não tocamos aquela audiência elitista.

 
O que você pensa que causa a euforia atual em torno da literatura islandesa?
Regis Boyer: No momento, existe um modismo como sentido guiador. Eric Boury tem divulgado escritores muito bons, mas há melhores. Eles podem aproveitar isso.

 
NOTAS:

*: "poetas atômicos" é uma referência a um grupo de poetas modernistas da Islândia do século XX (nota da equipe editorial).
**: "Laxness" é uma referência ao escritor islandês Halldór Kiljan Laxness, famoso durante o século XX (nota da equipe editorial).

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Lançamento: Estudos Nórdicos Medievais, Roda da Fortuna 6(1), 2017

https://www.revistarodadafortuna.com/2017-1
 
 
 
Foi lançado o dossiê Estudos Nórdicos Medievais na Roda da Fortuna 2017-1: a maior coletânea escandinavista já realizada em um período acadêmico de língua portuguesa (12 artigos e 1 ensaio historiográfico).
 
Conteúdo:
 
Estudos Nórdicos Medievais: alguns apontamentos historiográficos
Johnni Langer

Typologies of the medieval cultural border
Steffen Hope

Recognizing a dvergr: Physical Status and External Appearance of dvergar in Medieval Nordic Sources (8th–13th century)
Ugnius Mikučionis

Gender and Subversion in Medieval Icelandic Legend and Saga
Andrew McGillivray

Cazadores del Norte, Guerreros del Sur: relaciones entre vikingos y sami en la Escandinavia Alto Medieval
Alberto Robles Delgado & José Abellán Santisteban

Shapeshifting in Old Norse-Icelandic Literature
Lyonel D. Perabo
 

Da suposta noiva que comia demais. Uma proposta de análise da alimentação na Þrymskviða
Luciana de Campos
 

Violence and judicial-legislative system in Viking Age Iceland
Pablo Barruezo Vaquero, Iris Baena Jiménez, José Mª Martín Civanto

The Context of Christianity and the Process of Composition of the Prose Edda
Rafael de Almeida Semêdo & Isabela Fernandes Soares Leite
 

A Caçada Selvagem de Asgard, Nacionalismo e Mito na Noruega do Século XIX: considerações sobre a obra de Peter Nicolai Arbo
Pablo Gomes de Miranda

Ignatius Donnelly e a teoria da fúria cósmica para o mito do Ragnarök
Leandro Vilar Oliveira & Angela Albuquerque de Oliveira

Sabaton: una lezione di Storia svedese a suon di metal
Azzurra Rinaldi

Para acessar a edição, clique aqui.
 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Novos mestrandos em tema nórdicos na UFPB


 
 
O Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da UFPB acaba de aprovar quatro projetos de pesquisa a nível de mestrado com temas relacionados ao mundo nórdico medieval (seleção 2017). Estes projetos se somam às pesquisas da área já defendidas no PPGCR (2 mestrados) e aos quatro em andamento (2 mestrados e 2 doutorados).




Victor Hugo Sampaio, graduado em Psicologia pela UNIVAS, Minas Gerais. 
Projeto: Diferentes sons do trovão: uma perspectiva comparativa entre os deuses Thor, Ukko e Horagalles.


Monicy Araújo, graduada em História pela UFMA, Maranhão.
Projeto: Do culto à fúria em guerra: análise da religiosidade no modo de guerrear escandinavo.


Susan Sanae Tsugami, graduada em Psicologia pela UCB, Brasília/DF. 
Projeto: Os rituais do fogo no paganismo e neopaganismo nórdico: um estudo comparado.




Mirelly Maciel Silva, graduada em História pela UEPB, Paraíba.
Projeto: História e narrativa: a construção da ideia de fim do mundo no Ragnarok na Era pré-cristã dos séculos IV ao XI.
 

domingo, 2 de julho de 2017

Resenha do livro Desvendando os vikings é publicada pela UNIFESP




A revista Hydra (Revista discente eletrônica da pós-graduação em História da UNIFESP) acaba de publicar a resenha a invasão viking na atual historiografia brasileira, constante do dossiê História e Literatura (edição 2/3, junho 2017).
 
A resenha aborda a publicação Desvendando os vikings: estudos de cultura nórdica medieval, organizada por Johnni Langer e Munir Lutfe Ayoub (Editora Idéia, 2016).


A resenha pode ser acessada clicando aqui.
 
Para acesso gratuito ao livro Desvendando os vikings, clique aqui.
 



sábado, 1 de julho de 2017

Portugal publica resenha do Dicionário de Mitologia Nórdica

 
 
A revista Medievalista em sua edição n. 22, julho-dezembro de 2017 (Instituto de Estudos Medievais, Universidade Nova de Lisboa) acaba de publicar uma resenha do Dicionário de Mitologia Nórdica (São Paulo, Hedra, 2015).
 
A resenha pode ser acessada aqui.
 
 
 
O Dicionário de Mitologia Nórdica pode ser adquirido pelo site da Livraria Cultura, clique aqui.
 
 
 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Defesa de mestrado em Mitologia Nórdica na UFPB

 
 
 
Defesa de dissertação em Mestrado (Programa de Pós Graduação em Ciências das Religiões da UFPB):  Nykr, o espírito da água nórdico: Da mitologia ao folclore, de Andressa Furlan Ferreira. Orientação do prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE)
 
Data: 24 de julho de 2017
Horário: 15h

Local: Centro de Educação da UFPB, João Pessoa, PB.
 
Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar o nykr, uma criatura do folclore nórdico, sob uma perspectiva histórico-cultural. Para tanto, fontes escritas e imagéticas são analisadas, com ênfase no século XIX, a fim de se identificar aspectos do imaginário social que permeiam tais lendas e obras de arte do mesmo período. O nykr é um espírito da água metamórfico, caracterizado por habitar corpos d’água e frequentemente associado a mortes por afogamento. O folclore e a arte nórdica do século XIX indicam tanto uma variação nas representações deste ser entre os países da Escandinávia quanto uma continuidade de tradições relacionadas à construção cultural da paisagem cognitiva da água — especialmente no que concerne a rios e lagos. Tais tradições remetem a concepções que podem ser depreendidas da religião nórdica antiga e medieval, posto que apresentam semelhanças com narrativas míticas e evocam uma relação com o ambiente similar ao que era concebido em sociedades pré-industriais. O termo “paisagem cognitiva” é empregado de modo analítico para denotar o meio simbólico que é criado pela ação humana de atribuir significado à natureza e ao meio ambiente. A paisagem cognitiva, portanto, é moldada a partir de crenças e valores sociais. Entre as concepções que permeiam o imaginário acerca de corpos d’água, identificadas neste estudo, tem-se a caracterização destes como zonas periculosas, sedutoras, delimitadoras de regiões e fonte de sabedoria e abundância. O nykr, por sua vez, incorpora alguns desses aspectos e potencializa o temor e o encanto frente a rios e lagos, além de atender à demanda social de comunidades que vivem sua tradição. Cada lenda atende à demanda do grupo que a compartilha, seja no âmbito moral, seja no âmbito religioso, e é possível depreender simbolismos e diferentes percepções de mundo e de ordem social a partir delas.
 

 

domingo, 25 de junho de 2017

Mesa redonda sobre simbolismo animal na Escandinávia

 
Mesa-redonda: O simbolismo animal na Escandinávia

 Coordenação: Prof. Dr. Johnni Langer

- Animais e guerra entre os godos — Prof. Me. Sandro Teixeira (ECEME/NEVE)
- Animais, suásticas e símbolos celestes na Escandinávia (séc. V-XI d.C.) — Prof. Dr. Johnni Langer (UFPB/NEVE/VIVARIUM)
- O culto ao urso na mitologia nórdica: notas sobre as relações circumpolares entre as sociedades escandinavas do séc. XII ao XIV - Prof. Me. Pablo Gomes de Miranda (PPGCR/NEVE/VIVARIUM).

V Colóquio de Estudos Vikings e Escandinavos
II Ciclo de Pesquisas Medievais
I Jornada de Simbologia Religiosa
UFPB, 3 a 6 de outubro de 2017.
 

Inscrições gratuitas para ouvintes, clique aqui. 

sábado, 24 de junho de 2017

Chamada para publicação: SAGAS E EDDAS


 
Chamada para publicação: SAGAS E EDDAS
 
(Boletim Notícias Asgardianas edição 12, ISSN: 1679-9313)

 As propostas podem incluir estudos sobre Literatura Nórdica Medieval (sagas islandesas, poesia escáldica e éddica), Mitologia Nórdica, Folclore e Religiosidade Medieval (desde que utilizem fontes literárias nórdicas), bem como conexões entre iconografia, cultura material e as sagas e Eddas. Temas relacionados a reapropriações e ressignificações literárias no mundo moderno, tendo como tema as sagas islandesas e as Eddas, também serão considerados.

 Aceita-se trabalhos de graduandos a professores, sem distinção de titulação.

 Envio de propostas até 31 de julho de 2017.

 Informações e normas, clique aqui.
 
 
 

Mesa redonda sobre simbolismo animal e religiosidade, V CEVE


terça-feira, 20 de junho de 2017

Conferência no V CEVE: Sobre o uso dos bestiários

http://neveufpb.wixsite.com/simbolismoanimal/inscricoes-ouvintes

Morre Régis Boyer, o maior escandinavista da França

 
 
                                        Prof. Dr. Johnni langer (UFPB/NEVE)

Faleceu no dia 16 de junho corrente o maior nome da Escandinavística Medieval da França, o historiador Régis Boyer, com a idade de 84 anos.
 
Boyer foi responsável pela tradução de dezenas de sagas islandesas (além da Edda Poética) ao francês, além de autor de diversos livros, artigos e publicações especializadas no estudo da Escandinávia da Era Viking.

Foi o autor mais influente na Escandinavística brasileira produzida no início dos anos 2000. O periódico brasileiro Brathair publicou em 2004 um pequeno ensaio de sua autoria: Óðinn: Guia Iconográfico (traduzido por Luciana de Campos).
 
 A seguir segue uma pequena listagem de seus principais livros analíticos:
 
 
Uma das mais originais e importantes obras do historiador. Boyer não somente reconstitui diversos aspectos do imaginário sobre os vikings criados durante o Oitocentos, como analisa as suas transformações e ressignificações na literatura, arte e mídia.
 
 
Obra considerada por diversos escandinavistas como uma das melhores contribuições de Boyer, analisando o tema da magia no mundo nórdico da Era Viking.
 
 
Obra original (um dos poucos estudos sobre as deusas nórdicas) mas controversa, por incluir análises da perspectiva matriarcalista da arqueóloga Marija Ginbutas.
 
 
Um dos livros mais famosos de Régis Boyer. Um de seus primeiros estudos, ainda influenciado pelas teorias de Georges Dumézil, onde descortina a religião nórdica em uma perspectiva diacrônica e arqueológica.
 
 
Uma das poucas incursões do autor ao tema da cristianização da Escandinávia, onde elabora algumas análises extremamente interessantes.
 
 
Manual sobre a história, sociedade e cultura da Islândia na Era Viking.
 
 
O mais famosos e popular manual do autor sobre a Era Viking. Fabulosa sistematização de diversos aspectos da história e sociedade nórdica durante a Alta Idade Média.
 
 
Excelente dicionário iconográfico sobre mitologia nórdica.
 
 
Obra de popularização sobre o tema da arte nórdica da Era viking
 
 
Segue abaixo uma pequena síntese biográfica de régis Boyer extraída do site francês Toutelaculture.com:
 
Né le 25 juin 1932 à Reims, Régis Boyer est décédé le 16 juin à La Varenne Saint Hilaire. Cet amoureux de la littérature du Nord passa la majorité de son existence à déconstruire les mythes autour de l’ancien Scandinave et à partager sa passion pour les écrits du Nord. Au cours de ses études de lettres et de philosophie à Nancy, il fit la connaissance de Maurice Gravier, alors enseignant d’allemand et spécialiste de Luther. C’est à cette époque que, durant un cours d’initiation au scandinave, il tomba sous le charme des sagas islandaises. Cette passion ne le quittera jamais. Ce professeur émérite de langues et littératures scandinaves de la Sorbonne voyagea beaucoup et exerça, durant les années 1960, au poste de lecteur de français dans de nombreuses universités européennes (Lódz en Pologne, Reykjavik en Islande, Lund en Suède). Ces années de voyage l’amenèrent aussi à être directeur de la Maison de la France d’Uppsalla entre 1964 et 1970.Amoureux de la littérature du Nord, il participa à l’émergence des études nordiques en France. En 1978, Régis Boyer créa un enseignement d’études scandinaves à la Sorbonne, en fut le directeur et dirigea les travaux de thèse de nombreux spécialistes. Parfois remise en cause par les travaux de recherche actuels, son œuvre intellectuelle reste, néanmoins, l’une des principales porte d’entrée vers la culture nordique pour les passionnés. Son impressionnante bibliographie compte plusieurs dizaines d’ouvrages dont des travaux d’historiens, des traductions de sagas, de contes ou de pièces de théâtre d’auteurs majeurs tel Henrik Ibsen ou August Strindberg. Sans aucun doute, ses traductions de sagas, éditées au milieu des années 1980 puis rééditées à de nombreuses reprises dans la collection de La Pléiade, représentent un tournant pour la reconnaissance et le développement de la littérature nordique en France. De moins en moins présent lors des rencontres scientifiques, il s’est finalement éteint à l’aube de son 85ème anniversaire.
 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

NEVE publica livro em Portugal



O historiador Hélio Pires, membro do NEVE, acaba de publicar o livro Os vikings em Portugal e na Galiza: as incursões nórdicas medievais no Ocidente ibérico pela editora Zéfiro, de Sintra, Portugal. O livro é baseado em sua tese de doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa.
 
Hélio Pires também ministrará uma conferência no dia 21 de junho no Museu da Marinha em Lisboa: Rainhas, pescaria e cruzados: Portugal e a Dinamarca, dos Vikings até à Idade das Descobertas.
 
O referido museu está com uma exposição temporária sobre o tema: vikings - guerreiros do mar, com mais de 600 peças e utensílios da coleção nórdica do Museu da Dinamarca.

http://ccm.marinha.pt/pt/museu/exposicoes/exposicoestemporarias
 

domingo, 18 de junho de 2017

Conferência no V CEVE/II CPM

http://neveufpb.wixsite.com/simbolismoanimal
 
Conferência:
“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras”: conflitos sociais, simbolismo animal e as reconstruções da narrativa primordial sobre a unidade cristã (950-1125).
 
Com Prof. Dr. Leandro Duarte Rust (Universidade Federal de Mato Grosso).
V CEVE/II CPM/IJSR, 3 a 6 de outubro de 2017

Resumo: Aristocratas condenados a carregar fétidas carcaças de cães perante audiências régias; grupos de citadinos abastados descritos como matilhas ensandecidas; bispos cujas críticas eram encaradas como mordidas caninas que dilaceravam as entranhas da autoridade universal... A documentação que compõe a história da res publica governada pelos imperadores otônidas e sálios – notadamente aquela há muito classificada como “crônicas” - está impregnada de alusões a animais. Apesar da notoriedade dos imaginários como objeto de estudos, tais referências costumam receber uma atenção tacanha, marginal, como se não passassem de meros floreios retóricos ou analogias irrelevantes para uma investigação séria. Nesta conferência, gostaríamos de sugerir uma abordagem distinta: a de que o simbolismo animal não apenas expressa, mas condiciona, decisivamente, as percepções acerca da unidade cristã. Não se trata de meros adornos narrativos ou hipérboles descritivas. A força simbólica de tais imagens mentais era uma engrenagem fundamental ao incessante movimento de disputa e reconstrução das legitimidades cristãs, lançando, com isso, uma luz histórica privilegiada sobre o curso de certos conflitos coletivos. O simbolismo animal colocava em jogo uma narrativa primordial sobre a unidade e a exclusão social no âmago da hegemonia imperial entre os séculos X e XII. Eis a hipótese que defenderemos com base na análise documental e no diálogo com certas reflexões teóricas de Ronald Grigor Suny e Margaret Somers.
 
Mais informações clique aqui.

sábado, 17 de junho de 2017

Minicurso: Mitologia Nórdica, V CEVE

http://neveufpb.wixsite.com/simbolismoanimal

Minicurso: Mitologia nórdica
 
Prof. Me. Ricardo Wagner Menezes Oliveira (UFPB/NEVE/VIVARIUM-NE)
Profa. Andressa Furlan Ferreira (PPGCR-UFPB/NEVE/VIVARIUM-NE)
Profa. Angela Albuquerque de Oliveira (PPGCR-UFPB/NEVE/VIVARIUM-NE)
 
Resumo: Representações de animais não-humanos na mitologia nórdica abundam tanto em fontes escritas quanto em produtos da cultura material, tais como broches, bordados, estatuetas, escudos, estelas fúnebres etc. Este minicurso, de abordagem interdisciplinar, tem como objetivo geral apresentar alguns animais que se destacam nos mitos nórdicos e discutir respectivos significados simbólicos e religiosos. Para tanto, fontes iconográficas, narrativas mitológicas, práticas mágicas e depósitos arqueológicos serão contextualizados e analisados. Três módulos serão ministrados por cada professor e os seguintes animais serão enfatizados: 1) aves; 2) cavalos e caprinos; e 3) lobos e serpentes. No primeiro módulo, o professor Ricardo realizará uma análise das representações iconográficas de algumas aves (águias, corvos e cisnes) presentes na arte escandinava da Era Viking, relacionando-as com deuses e outros seres mitológicos, de modo a evidenciar como esse grupo de animais está relacionado com aspectos de cosmovisão que simbolizam o céu, os deuses, a sabedoria, a aristocracia, a viagem entre os planos, entre outros elementos míticos. No segundo módulo, a professora Andressa apresentará sobre a relevância de cavalos e caprinos (bodes, cabras e ovelhas) na cultura e religião nórdicas antigas, especialmente a respeito de seus usos em práticas mágicas e ritos sacrificiais. No terceiro e último módulo, a professora Angela explorará elementos simbólicos no tocante à fúria cósmica — a Era de Lobos, (Fenrir, Skoll e Hati) que atinge a abóboda celeste no evento de Ragnarök como desencadeadora do caos cósmico — e à fúria de gigante de Jormungand, a serpente de Midgard, que traz dilúvio e maremoto.
 Palavras-chave: mitologia nórdica; animais sagrados; simbolismo animal.
 Bibliografia:
 
Fontes primárias:
Anônimo. Edda Mayor. Tradução e notas de Luis Lerate. 4ª edição. Madrid: Alianza  Editorial, S. A., 2012.
 Anônimo. The Elder Edda: A Book of Viking Lore. Tradução de Andy Orchard. Londres: Penguin Classics, 2011.
 
STURLUSON, Snorri. Edda em Prosa. Tradução, apresentação e notas de Luis Lerate. 4ª edição. Madrid: Alianza Editorial, S. A., 2012.
 ______. La saga de los Ynglingos. Tradução, prólogo e notas de Santiago Ibáñez Lluch. Madrid: Miraguano, 2012.
 ______. The Prose Edda. Tradução de Jesse L. Byock. Londres: Penguin Classics, 2005.
 
Fontes secundárias:
 BERNARDEZ, Henrique. Los Mitos Germánicos. Madrid: Alianza Editorial, 2010.
 BOAS, Franz. Arte Primitiva. Petrópolis: Editora Vozes, 2014.
 BOURNS, Timothy. The Language of Birds in Old Norse Tradition. Dissertação de mestrado, Universidade da Islândia, 2012.
 BRANDÃO, C. R. Identidade e Etnia: construção da pessoa e resistência cultural. São Paulo: Brasiliense, 1986.
 DAVIDSON, Hilda Roderick Ellis. Deuses e mitos do Norte da Europa: uma mitologia é o comentário de uma era ou uma civilização específica sobre os mistérios da existência e da mente humanas. Tradução de Marcos Malvezzi Leal. São Paulo: Madras, 2004.
 
DUTTON, Douglas Robert. An Encapsulation of Óðinn: Religious belief and ritual practice among the Viking Age elite with particular focus upon the practice of ritual hanging 500–1050 AD. Tese de doutorado em Estudos Escandinavos, Universidade de Aberdeen, 2015, 271 p.
 EINARSDÓTTIR, Katrín Sif. The Role of Horses in the Old Norse Sources – Transcending worlds, mortality, and reality. Dissertação de mestrado em Estudos Medievais Islandeses, Universidade da Islândia, 2013.
GRÄSLUND, Anne-Sofie. Wolves, serpents, and birds: their symbolism meaning in Old Norse beliefs. In: ANDRÉN, Anders; JENNBERT, Kristina; RAUDVERE, Catharina (eds.). Old Norse Religion in long-term perspectives: origins, changes, and interactions. Lund: Nordic Academic Press, 2004, p. 124-129.
 GUNNELL, Terry. “Magical Mooning” and the “Goatskin Twirl”: Magical Practices. In: TANGHERLINI, Timothy (ed.). Nordic Mythologies: Interpretations, Intersections, and Institutions. The Wildcat Canyon Advanced Seminars, vol. 1. North Pinehurst Press, 2014, p. 133-153.
______. The Season of the Dísir: The Winter Nights and the Dísablót in early Medieval Scandianvian Belief. Cosmos 16, 2000, p. 117-149.
 HARKAVY, Victoria. Horse motifs in folk narrative of the supernatural. Dissertação de mestrado em Estudos Interdisciplinares de Artes, Universidade George Manson, 2014.
 IRVINE, Leslie. Animals and Sociology. Sociology Compass 2/6, 2008, p. 1954–1971.
 JENNBERT, Kristina. Animals and Humans: Recurrent symbiosis in archaeology and Old Norse religion. Vägar till Midgård 14. Nordic Academic Press, 2011.
 ______. The mania of the time. In: On The Road: studies in honour of Lars Larsson.Lund: Almqvist & Wiksell Internation, 2007, p. 24-28.
 
_____. Sheep and goats in Norse paganism. In: FRIZELL, B. Santillo (ed.). Man and animal in Antiquity (Proceedings of the conference at the Swedish Institute in Rome, September 9-12, 2002), 2004, p. 160-166.
 LANGER, Johnni (org.). Dicionário de Mitologia Nórdica. São Paulo: Editora Hedra, 2015.
 ______. Os cometas na Era Viking. Notícias Asgardianas, n. 4, março-maio de 2013.
 
_____. A morte de Odin? As representações do Ragnarök na arte das Ilhas Britânicas (séc. X). Medievalista [online], nº 11, janeiro–junho 2012. Disponível em: <http://medievalista.revues.org/812>. Acesso em: 05/12/2015.
______.  Mythica Scandia: repensando as fontes literárias da mitologia viking. Brathair 6 (2), 2006. Disponível em: <http://ppg.revistas.uema.br/index.php/brathair/article/view/558/490>. Acesso em: 30/06/2016.
 LINDOW, John. Norse Mythology: a guide to the gods, heroes, rituals and beliefs New York: Oxford University Press, 2002.
 OLIVEIRA, Leandro Vilar. Thor, o Senhor dos Bodes: Um estudo de simbologia animal. Diversidade Religiosa – Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões da UFPB, v. 6, n. 1, 2016, p. 34-63.
 
ROSS, Margaret Clunies. The Role of the Horse in Nordic Mythologies. In: TANGHERLINI, Timothy R. (ed.). Nordic mythologies: interpretations, intersections, and institutions. The Wildcat Canyon Advanced Seminars, Mythology, vol. 1. Berkeley, Los Angeles: North Pinehurst Press, 2014, p. 50-70.
 SCHMITT, Jean-Claude. O corpo das imagens: ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. Tradução de José Rivair Macedo. Bauru: Edusc, 2007.
 
SHENK, Peter. To Valhalla by Horseback? Horse Burial in Scandinavia during the Viking Age. Dissertação de mestrado em Cultura Nórdica Viking e Medieval, Universidade de Oslo, 2002, 90p.